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quinta-feira, 2 de julho de 2015
[Novo artigo] MUITO ALÉM DA MANDIOCA!!!
liciomaciel posted: " AGRONEGÓCIO: "HERANÇA MALDITA DOS MILITARES" ! "HERANÇA MALDITA DOS MILITARES" !!! Agricultura Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500 e o Brasil descobriu a agricultura em 2000. Durante 500 anos a agricultura foi o rebot"
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by liciomaciel
AGRONEGÓCIO: "HERANÇA MALDITA DOS MILITARES" !
"HERANÇA MALDITA DOS MILITARES" !!!
Agricultura
Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500 e o Brasil descobriu a agricultura em 2000. Durante 500 anos a agricultura foi o rebotalho nacional. Entrava no jogo do poder de sobremesa. Mesmo quando o café era o centro da economia nacional, a agricultura não passava de uma moeda de exportação.
Agora, de repente, a agricultura virou a salvação da lavoura. A indústria emperra, cresce a índices medíocres e ela dispara, comandando as exportações. Só que os neobobos de sempre pensam que aconteceu por acaso, de milagre.
Ainda esta semana, na "Veja", o pomposo Roberto Pompeu de Toledo pergunta "Por onde andará Alysson Paulinelli, que há 30 anos a revista `Time' elencou entre 150 futuros líderes mundiais" (dois brasileiros, ele e Célio Borja).
Esta é uma história que os felpudos sobrenomes quatrocentões de Toledo não lhe deixam saber. Paulinelli é o pai da nova agricultura brasileira. O que está aí nas manchetes, nas estradas, nos portos, nas gordas estatísticasdo comércio externo nasceu há 30 anos de uma visão revolucionária dele.
Em 73, no governo Médici, o ministro da Agricultura, Cirne Lima, doRio Grande do Sul, criou a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agrícolas).Mas ficou no papel. Cirne Lima brigou com Delfim, saiu, entrou o pernambucanoMoura Cavalcanti. A Embrapa continuou uma idéia no papel.
Chega Geisel em 74, manda chamar para conversar o jovem secretárioda Agricultura de Minas, Alysson Paulinelli, saído das salas de aula e da direção da Universidade Agrícola de Lavras, e diz a Geisel o óbvio: a agricultura brasileira só sairia da mesmice de 5 séculos de extrativismo se sofresse uma revolução tecnológica.
Geisel o convidou para ministro:
- Vamos fazer.
Paulinelli chamou o presidente da adormecida Embrapa, Irineu Cabral, e o diretor de Recursos Humanos, Eliseu Alves, e estabeleceram o rumo: - Não queremos cientistas para resolver problemas da ciência,
mas pararesolver os problemas da produção.
Pegaram uma verba de US$ 200 milhões e escolheram, nas melhores universidades brasileiras, 1.600 recém-formados e os mandaram para fazer mestrado ou doutorado nas melhores universidades agrícolas do mundo: Califórnia, França, Espanha, Índia, Japão, etc. Estava plantada a semente da maior revolução já feita na agricultura da América Latina.
Eliseu Alves, logo o Eliseu Alves, que havia chegado dos Estados Unidos como uma referência mundial como cientista e como gestor de ciência etecnologia, assumiu a presidência da Embrapa e implantou linhas avançadas de trabalho:
1 - Criou 14 Centros de Pesquisas, em 14 regiões do País, para pesquisar 14 produtos (exceção do café, que tinha o IBC, e do cacau, que tinha aCeplac): soja em Londrina, no Paraná; mandioca e fruticultura em Cruz das Almas, na Bahia; milho e sorgo em Sete Lagoas, Minas; vinho em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul; feijão e arroz em Goiânia; gado de leite em Juiz de Fora; gado de corte em Campo Grande; seringueira em Manaus.
2 - Criou quatro Centros de Recursos Genéticos para o cerrado, em Brasília.
Não foi milagre. Trinta anos depois, o investimento da Embrapa em aprendizado externo e pesquisas internas explodiu a agricultura brasileira.
Não foi milagre, foi competência, visão correta da ciência e do País.
Paulinelli voltou para Minas, seus estudos, suas aulas, suas assessorias. Eliseu Alves está em Brasília, com seus estudos, suas pesquisas, suas consultorias, ainda hoje o grande guru da agricultura brasileira.
AAAhhh! Esses militares!!!!!
Praga agrícola: ontem a SAÚVA, hoje o MST!!!
SEM FALAR NA DILMA...
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[Novo artigo] O QUE RESTOU?
liciomaciel posted: "GUERRILHA DO ARAGUAIA O QUE RESTOU DE UMA LUTA - O QUE SOBROU DE UM desGOVERNO 40 ANOS DEPOIS "Em 1962, a guerra revolucionária, uma estratégia de expansão violenta do comunismo internacional, erigira regimes comunistas na Europ"
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O QUE RESTOU?
by liciomaciel
GUERRILHA DO ARAGUAIA
O QUE RESTOU DE UMA LUTA - O QUE SOBROU DE UM desGOVERNO 40 ANOS DEPOIS
"Em 1962, a guerra revolucionária, uma estratégia de expansão violenta do comunismo internacional, erigira regimes comunistas na Europa, na Ásia, na África e em Cuba. No auge da guerra fria grassavam guerrilhas comunistas na América Latina. Brasileiros, ainda nos Governos Jânio e Jango, foram enviados à China para treinamento de guerrilha. Prestes, agradecendo homenagem do Governador Miguel Arraes, no Recife, disse: "Nós, comunistas, estamos no Governo, mas ainda não no Poder." Um recado para o Exército, que não esquecera a Intentona Comunista de 1935 e estudava, como de sua obrigação, os tipos de guerra revolucionária bem-sucedidos. O que vimos como ameaça concreta, diz-se hoje, era paranóia anticomunista – Jarbas Passarinho. "A Desculpa dos Vencedores"- 1964 – 31 de Março O Movimento Revolucionário e sua História - BIBLIEX.
E AINDA QUEREM CRER QUE O COMUNISMO NÃO EXISTE MAIS...
No Araguaia, as FF.AA. realizaram uma Operação Militar Conjunta, com a Ordem de Operações expedida quando não mais havia esperança de que os terroristas, chefiados por João Amazonas, na cidade, e Maurício Grabois, nas selvas do sudeste do Pará, desistissem do infeliz intento.
Repórteres desavisados e de forte viés marxista, costumam dividir, como Euclides da Cunha em Canudos, a guerrilha do Araguaia em campanhas.
Não houve "campanhas", como querem fazer crer. A divisão por campanhas no Araguaia é pura invencionice, visando fornecer a ideia de que os terroristas saíram vitoriosos em algumas delas. Em todo o período de sua existência a guerrilha, desde o seu descobrimento até a sua derrota, apenas uma só vez eles tiveram a iniciativa do ataque; na maior parte do tempo, quando os militares entravam na mata, eles se escondiam em abrigos adrede preparados, de difícil acesso, às margens de córregos de águas cristalinas e ficavam "de férias", dormindo, comendo castanha e cágado... era muito difícil achá-los, era como procurar agulha em palheiro.
Em 1957, o NuDAet (Núcleo da Divisão Aeroterrestre), embrião da Divisão de Infantaria Paraquedista, formou os pioneiros das Forças Especiais, hoje Divisão de Forças Especiais e, em seguida, foi criado o CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva), em Manaus, reconhecida a mais eficiente escola de guerra na Selva de todos os exércitos atuais. Os Batalhões de Infantaria de Selva e elementos de Forças Especiais completam os efetivos de nossa defesa. Portanto, o Exército previra e se preparara para as lutas na selva com, pelo menos, 15 anos de antecedência.
A guerrilha do Araguaia, com apoio da China, Cuba, Albânia e Rússia, foi neutralizada militarmente, em apenas 2 meses e 12 dias, contados do primeiro combate (13/10/73) – destruição do grupamento militar, ao último (25/12/73) – o chafurdo de Natal de 1973, com a morte do seu comandante e os terroristas do grupamento A. Tudo com muita abnegação da tropa, muito suor, muito sacrifício, e muito sangue. E muitos gastos, é bom frisar.
A ação dos comunistas, preparada durante muitos anos – Marighella, o assalariado do Governo de São Paulo (como recentemente foi constatado), cursando terrorismo na Escola Militar de Pequim em 1952, para vir aplicá-lo contra seu próprio povo; Carlos Prestes, o assalariado de Moscou, em 1935; Osvaldão na Suécia, Checoslováquia e Cuba em 1960 e, o planejamento da guerrilha na área do Araguaia, desde 1962, quando o PCdoB rachou com o PCB, seus dirigentes já tinham a "certeza" de que a luta armada seria definitiva e triunfante no Brasil. Principalmente, diante do sucesso de Fidel Castro em Cuba (1959), com o anúncio de sua traição (1961), bandeando-se ao comunismo, levando ao "paredón" milhares de compatriotas e, aos calabouços, os dissidentes, a maioria de intelectuais, jornalistas e militares, para não citar os milhares de cidadãos e guerrilheiros fugitivos para Miami, USA. O dramático e lamentável exemplo de Huber de Matos, herói da luta de Sierra Maestra, que passou 20 anos jogado nos calabouços, pelo simples fato de não concordar com a guinada da múmia do Caribe, vindo a morrer em Miami, sem ver a destruição da vergonhosa e humilhante ditadura Castro.
Depois de dada a ordem de operações, vamos nos referir a algumas ações, as mais importantes, alguns combates realizados, como exemplos da luta sangrenta no Araguaia, desenvolvida para eliminar um perigoso "foco" numa área de extrema dificuldade de acesso da selva amazônica.
Nos papéis de Marighella foram encontradas referências sobre a existência de uma "grande área de treinamento de guerrilha" no interior do Brasil. Desde essa época, 1969, o Exército permaneceu atento para descobrir o local desta "grande área". Com a guerrilha urbana enfrentando dificuldades, os terroristas direcionaram as ações para a guerrilha rural. Os terroristas do MOLIPO treinados em Cuba, já retornavam com a intenção de formar uma reação na área rural. Para nossa sorte, um de seus elementos em Cuba, ainda não devidamente desmascarado até hoje, informava, por intermédio da rede do Ministério das Relações Exteriores, detalhes da volta desses elementos, que eram presos ao chegar ao Brasil, os que não resistiram à voz de prisão. A maioria foi morta. A existência desse traidor foi sugerida pela facilidade com que eles eram presos ou eliminados. Depois de alguns fatos reveladores inquestionáveis, como a prisão de um dos que retornavam, que preparou uma "cola" antes de zarpar de Havana e escondeu-a no rolo do filme no interior da máquina fotográfica; ao aportar no Brasil, o Delegado foi direto à máquina, abriu-a e retirou, ostensivamente, a cola de dentro do rolo de filme, sem ao menos o cuidado de disfarçar. Tal evidência espalhou-se entre eles, do Molipo. Quem seria o traidor? Colocaram, de início, a culpa no Cabo Anselmo que, reconhecidamente, não tinha cacife para tal (José Dirceu é, hoje em dia, o suspeito número um).
Em Guaraí, na Belém-Brasília, em 1972, o terrorista Jeová Assis Gomes foi localizado e atingido mortalmente ao reagir. Antes de morrer, balbuciou o nome do traidor, mas a informação foi perdida no CIE/ADF, e esquecida, ao longo dos anos de luta e com a morte natural e sucessiva dos militares participantes das ações. No prosseguimento, outro terrorista, Arno Preiss, foi morto ao longo da Belém-Brasília, em Paraíso, GO, em 1972, quando descoberto, surpreendeu e matou dois policiais militares locais, sendo morto com a ajuda da população indignada.
O Exército brasileiro localizou definitivamente a área da guerrilha em dezembro de 1971 e, em 12/04/1972, graças às declarações de Pedro Albuquerque, desertor da área de treinamento de guerrilha, foi confirmada. Logo em seguida, em 18/04/1972, com a prisão de José Genoíno, no Caiano, onde estava localizado um dos focos da guerrilha, o grupamento C. As informações detalhadas de Genoíno foram de grande valia para a rápida vitória da luta no Araguaia.
A Rádio Tirana, da Albânia, recebia e transmitia notícias pormenorizadas do prosseguimento das ações secretas do Exército, suscitando a desconfiança de que existia um traidor no Gabinete do Ministro/CIE em Brasília. Em consequência, todo o seu efetivo foi exonerado. Em seguida, foi executada uma triangulação-rádio, tendo sido localizada a fonte das informações da Rádio Tirana, após uma escuta diuturna que durou três semanas, durante a Operação Marajoara, com varredura automática de todo o espectro de freqência-rádio, a transmissão em radio-telegrafia foi detetada resultando sua localização em Conceição do Araguaia, convento dos Dominicanos, os mesmos "amigos" de Marighella. Quem estava lá no convento? Claudio Fonteles, pai do membro da CNV. Era ele alto funcionário do governo em Brasília e, por intermédio de serviçais da residência de generais, conseguia informações seguras dos detalhes das operações, passando-as aos padres, que retransmitiam à Albânia por telegrafia de amadores principiantes no código Morse.
Confirmadas as intenções do PCdoB, por intermédio da Operação Sucuri (operação de informações, realizada de meados de maio a início de setembro de 1973, de alto risco para seus participantes introduzidos desarmados na selva, ao lado dos terroristas, inclusive com o trucidamento de um dos agentes), foi dada a Ordem de operações de combate no início de outubro de 1973, com o primeiro combate a 13 de outubro, e o último em 25 de dezembro (Chafurdo de Natal), portanto pouco mais de dois meses de combates. Em seguida, a Limpeza da Área, fase final de qualquer operação militar, para assegurar que nenhum terrorista ainda estivesse lá.
O Comunicado Oficial da vitória, ao Congresso Nacional, foi feito em 15 de março de 1975, pelo Presidente Ernesto Geisel.
O Exército manteve o cerco da imensa área, desde abril de 1972, entre Marabá e Xambioá e, ao longo da Belém-Brasília, até Ceres, incluindo alguns trechos da Transamazônica (em construção). Transferiu para a área uma manobra já prevista (orçada) para o Sul do país (a Marabá 70), prevista para o final do treinamento dos conscritos. Foi o que se denominou Operação Mesopotâmia, que neutralizou a rede de apoio do inimigo nas adjacências de Imperatriz, Tocantinópolis e Porto Franco, chefiada por um ex-prefeito de Tocantinópolis, o Epaminoindas, quando foi desbaratado todo o esquema já funcionando e, depois de intensas tentativas de convencer os subversivos a se renderem (panfletos, cópia da carta de Genoíno, com foto, concitando a que se rendessem, lançadas de pequena aeronave voando a baixa altura exatamente sobre as áreas dos acampamentos dos grupamentos e lidas simultaneamente por megafone), só depois de todo esse paciente esforço, refreando o ímpeto da tropa, atacou-os definitivamente.
O grupamento militar, comandado por André Grabois, filho de Maurício Grabois, que era o de pessoal mais selecionado, o melhor, nos dizeres do próprio "Velho Mário" em seu diário da guerrilha, destruiu uma ponte na Transamazônica e atacou o quartel da PM de São Domingos no alvorecer do dia seguinte.
A Operação Sucuri estava terminada. Aproveitando a "calmaria" na mata o grupamento militar comandado por André Grabois, o "Zequinha", planejou e executou o ataque ao quartel da PM em São Domingos, em meados de setembro de 1973, pegando a guarnição de surpresa. Esta foi a única iniciativa de ação de combate contra os militares em toda a guerrilha. Incendiaram todas as instalações do quartel, casa principal, refeitório, almoxarifado, corpo da guarda, almoxarifado, casa do gerador e da estação-rádio, paiol, levando todo o armamento (fuzis, revólveres), toda a munição e todo o fardamento, todo o dinheiro e material individual, agredindo com coronhadas, torturando e humilhando os militares, inclusive deixando-os todos de cueca na estrada. Uma ação audaciosa e reveladora da grande confiança que possuíam aquela altura. O "Zé Carlos", ou "Zequinha", ou André Grabois, deixou um comunicado escrito à população, assinando "Zé Carlos - Comandante do Destacamento A" (na realidade ele era o comandante do grupamento militar).
Para eles, os militares tinham desistido, como deixaram claro no comunicado. No âmbito da tropa, o movimento era febril: era chegado o momento do ajuste de contas, finalmente, a tão esperada ação militar, firme, justa, contra os terroristas.
O assalto ao Quartel teve grande repercussão entre a população local, mas foi contraproducente para os terroristas porque os moradores temiam as consequências naturais que adviriam. Nas vilas e cidades adjacentes, houve muita perplexidade, receios e histórias mal contadas.
A notícia chegou a Marabá imediatamente: era "telégrafo cipó", que ninguém sabia como e quem trazia as notícias da mata - era o apoio voluntário e disfarçado da população local ao esforço dos militares contra os terroristas. Logo em seguida, alguns dias de perseguição firme na mata, uma patrulha do Exército resgatou todo o armamento e fardamento roubados e destruiu a munição.
Nesse combate morreram os terroristas: "Zé Carlos"(André Grabois), "Alfredo" (Antonio Alfredo Lima), e "Zebão" (João Gualberto Calatroni). O "Nunes" (Divino Ferreira de Souza), gravemente ferido, sobreviveu, vindo a morrer na enfermaria em Marabá. Um dos terroristas do grupo, o "João Araguaia" (Demerval da Silva Pereira), conseguiu fugir em desabalada carreira e se embrenhou na mata, sendo preso dias depois.
Prosseguindo nas ações, em 24/0ut/1973, na perseguição e combate ao destacamento A, foram feridos dois oficiais do Exército, o que evitou a destruição do destacamento, de acordo com o Relatório Arroio, desviando a ação dos militares para o atendimento aos dois feridos. Este caso (com a terrorista "Sonia" – Lúcia Maria de Souza), bem demonstrou o fanatismo levado ao extremo dos terroristas no Araguaia, o que é, aliás, louvado pela mídia chapa-branca atual.
Com a presença da tropa na mata, os terroristas permaneciam nos seus esconderijos, enquanto os militares agiam destruindo sucessivamente suas bases bem montadas na selva. Finalmente, em 25/12/1973 foi encerrada a guerrilha, com o combate ao grupamento do "Velho Mário", sendo destruídas a Comissão Militar, inclusive seu comandante, e o grupamento A. Foram mortos alguns remanescentes de outros grupamentos cujas bases já tinham sido destruídos ao longo desse período. Alguns conseguiram fugir, como Osvaldão, Zezinho, Ângelo Arroio e outros. Os que escaparam, morreram em combate na mata. Alguns morreram de fome e sede, mesmo cercados de córregos e rios de águas límpidas e num maravilhoso "zoológico natural", apavorados com o pio e algazarra dos mutuns, barulho de bugios, miado dos gatos-do-mato e esturros das onças, numerosas na área.
Ângelo Arroio e Zezinho fugiram da área, abandonando covardemente seus "inocentes" companheiros à própria sorte. Estes, completamente abandonados pelo PCdoB, poderiam ter empreendido facilmente a fuga para o Xingu ou mesmo para alguma cidade fora do bloqueio, pois deviam saber quais as rotas possíveis na selva. Não o fizeram à espera do apoio que nunca chegou da cúpula do Partido, comodamente instalada em salas refrigeradas de São Paulo, ou do exterior, longe dos bichos, cobras, tiranabóias, muriçocas, malária e leishmaniose.
Impressionante é constatar pelos documentos do PCdoB, que a cúpula do partido ignorava o desfecho da guerrilha mais de dois anos após a morte do "Velho Mário", sendo que mandaram publicar no jornal Le Monde que "a guerrilha tinha derrotado as forças regulares da ditadura". Tamanho descaso pela vida humana é devéras inacreditável.
Vemos assim que até na desgraça eles mentem desbragadamente. Nem respeito pelos seus mortos tiveram, abandonando-os na mata a poucos metros dos acampamentos. Nem mesmo o "Velho Mário" foi ao local do combate, cerca de 800 metros distante de onde foi morto seu filho, o "Zé Carlos" alguns dias antes.
Jover Telles, preso na cidade, passou-se como informante, comprado por 150 mil cruzeiros, pagos à sua filha; "entregou" toda a cúpula do PCdoB na reunião do Partido na Lapa, SP. O objetivo da ação era prender João Amazonas, que escapou por estar na China e na Albânia implorando o armamento prometido.
Só em Cuba, uma ilha decrépita do Caribe, foram "diplomados", até 1971, mais de duzentos "valentes" brasileiros em cursos realizados na Ilha, para desencadear ações de guerrilha rural e urbana, que tanto ensanguentaram a Nação. Sem o aval do Brasil, os cubanos atentaram contra a soberania e o livre arbítrio do povo brasileiro, para exportar a versão caribenha da sanguinária ditadura do proletariado. Atualmente, têm o aval...
No artigo "A Violência da Luta Armada Urbana", de autoria de F. Dumont, publicado em 19/01/2013, no sítio "A Verdade Sufocada", está a tabela:
Estes dados dão uma ideia da virulência do marxismo revolucionário no Brasil. Note que não foram computados roubos e incêndios de veículos, sequestros de diplomatas, sequestros de aeronaves e crimes contra a pessoa. Também não foram incluídas as ações da guerrilha rural.
Mortos, desertores e desaparecidos e de paradeiro desconhecido na guerrilha do Araguaia:
Mortos
Desertores, desaparecidos, paradeiro desconhecido
Total
Forças Regulares
15
01
16***
Guerrilheiros
59*
28**
87
*2 justiçados (seguramente, pode ser bem maior o número)
*2 suicídios
**20 desertores, presos
***Estimado conforme registros de combates
As Instituições Militares devolveram ao povo brasileiro uma Nação pacificada e retiraram-se do cenário político, após uma transição para a Democracia plena, inquestionável. Da mesma forma que no Araguaia, eles sempre procuraram desvirtuar e mesmo ridicularizar as ações dos militares. As esquerdas teimam em não ter entendido a lição histórica, e não aceitam a derrota, sempre deturpando os fatos e usando a mentira como camuflagem de um passado de desamor ao Brasil, para, novamente, atentar contra a Democracia, com os métodos que a oportunidade indicar.
Na próxima contenda, porém, por certo e justo, não sobrará nenhuma cabeça da hidra comunista para contar a história. Mais uma vez as Forças Armadas brasileiras saberão cumprir com seu dever constitucional. E que isto não demore muito a acontecer, pois ainda mantenho a esperança de participar ativamente dessa contenda decisiva, com minha espada sempre pronta.
Licio Maciel – Tenente-Coronel do Exército Brasileiro.
Participante, de Mar/1968 a Fev/1974, conforme consta de suas Folhas de Alterações, inclusive com Atestado de Origem.
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[Novo artigo] IDENTIFIQUE SEU INIMIGO
liciomaciel posted: " Veja na relação dos deputados que votaram contra a redução da maioridade penal, se realmente lhe representam. Caso contrário, escolha um outro na próxima eleição. CONTRA A REDUÇÃO Abel Mesquita Jr. (PDT-RR) Adail Carneiro (PHS-CE) Adel"
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by liciomaciel
Veja na relação dos deputados que votaram contra a redução da maioridade penal, se realmente lhe representam. Caso contrário, escolha um outro na próxima eleição.
CONTRA A REDUÇÃO
Abel Mesquita Jr. (PDT-RR)
Adail Carneiro (PHS-CE)
Adelmo Carneiro Leão (PT-MG)
Afonso Florence (PT-BA)
Afonso Motta (PDT-RS)
Alessandro Molon (PT-RJ)
Alex Canziani (PTB-PR)
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Aliel Machado (PCdoB-PR)
Ana Perugini (PT-SP)
André Figueiredo (PDT-CE)
Andres Sanchez (PT-SP)
Angelim (PT-AC)
Antonio Brito (PTB-BA)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
Assis do Couto (PT-PR)
Átila Lira (PSB-PI)
Augusto Carvalho (Solidariedade – DF)
Aureo (Solidariedade – RJ)
Bacelar (PTN-BA)
Bebeto (PSB-BA)
Benedita da Silva (PT-RJ)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Beto Faro (PT-PA)
Beto Salame (PROS-PA)
Bohn Gass (PT-RS)
Cabo Daciolo (sem partido – RJ)
Caetano (PT-BA)
Carlos Bezerra (PMDB-MT)
Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Carmen Zanotto (PPS-SC)
Celso Maldaner (PMDB-SC)
Celso Pansera (PMDB-RJ)
César Messias (PSB-AC)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Chico D Angelo (PT-RJ)
Chico Lopes (PCdoB-CE)
Christiane de Souza Yared (PTN-PR)
Clarissa Garotinho (PR-RJ)
Conceição Sampaio (PP-AM)
Dagoberto (PDT-MS)
Damião Feliciano (PDT-PB)
Daniel Almeida (PCdoB- BA)
Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Davidson Magalhães (PCdoB-BA)
Décio Lima (PT-SC)
Deley (PTB-RJ)
Diego Garcia (PHS-PR)
Domingos Neto (PROS-CE)
Dr. Jorge Silva (PROS-ES)
Dr. Sinval Malheiros (PV-SP)
Dulce Miranda (PMDB-TO)
Edmilson Rodrigues (PSOL-PA)
Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
Elcione Barbalho (PMDB-PA)
Eliziane Gama (PPS-MA)
Enio Verri (PT-PR)
Erika Kokay (PT-DF)
Eros Biondini (PTB-MG)
Evair de Melo (PV-ES)
Evandro Gussi (PV-SP)
Expedito Netto (Solidariedade – RO)
Fábio Ramalho (PV-MG)
Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
Fernando Coelho Filho (PSB-PE)
Fernando Marroni (PT-RS)
Fernando Torres (PSD-BA)
Flávia Morais (PDT-GO)
Flavinho (PSB-SP)
Gabriel Guimarães (PT-MG)
Giovani Cherini (PDT-RS)
Givaldo Carimbão (PROS-AL)
Givaldo Vieira (PT-ES)
Glauber Braga (PSB-RJ)
Heitor Schuch (PSB-RS)
Helder Salomão (PT-ES)
Henrique Fontana (PT-RS)
Hissa Abrahão (PPS-AM)
Hugo Leal (PROS-RJ)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Jandira Feghali (PCdoB- RJ)
Janete Capiberibe (PSB-AP)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Jean Wyllys (PSOL-RJ)
JHC (Solidariedade – AL)
Jô Moraes (PCdoB-MG)
João Arruda (PMDB-PR)
João Daniel (PT-SE)
João Derly (PCdoB-RS)
João Fernando Coutinho (PSB-PE)
João Marcelo Souza (PMDB-MA)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Jorge Solla (PT-BA)
José Airton Cirilo (PT-CE)
José Fogaça (PMDB-RS)
José Guimarães (PT-CE)
José Maia Filho (Solidariedade – PI)
José Mentor (PT-SP)
Jose Stédile (PSB-RS)
Josi Nunes (PMDB-TO)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Kaio Maniçoba (PHS-PE)
Lelo Coimbra (PMDB-ES)
Leo de Brito (PT-AC)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Leônidas Cristino (PROS-CE)
Leopoldo Meyer (PSB-PR)
Luciana Santos (PCdoB- PE)
Luiz Carlos Busato (PTB-RS)
Luiz Couto (PT-PB)
Luiz Sérgio (PT-RJ)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Luizianne Lins (PT-CE)
Mara Gabrilli (PSDB-SP)
Marco Maia (PT-RS)
Marcon (PT-RS)
Marcos Abrão (PPS-GO)
Marcos Reategui (PSC-AP)
Margarida Salomão (PT-MG)
Maria do Rosário (PT-RS)
Maria Helena (PSB-RR)
Marinha Raupp (PMDB-RO)
Mário Heringer (PDT-MG)
Max Filho (PSDB-ES)
Miro Teixeira (PROS-RJ)
Moema Gramacho (PT-BA)
Nilto Tatto (PT-SP)
Odorico Monteiro (PT-CE)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Osmar Terra (PMDB-RS)
Padre João (PT-MG)
Paulão (PT-AL)
Paulo Foletto (PSB-ES)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Paulo Teixeira (PT-SP)
Pedro Fernandes (PTB-MA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Pompeo de Mattos (PDT-RS)
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)
Professora Marcivania (PT-AP)
Rafael Motta (PROS-RN)
Raul Jungmann (PPS-PE)
Reginaldo Lopes (PT-MG)
Ricardo Barros (PP-PR)
Roberto Freire (PPS-SP)
Roberto Góes (PDT-AP)
Ronaldo Lessa (PDT-AL)
Rubens Bueno (PPS-PR)
Rubens Otoni (PT-GO)
Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA)
Ságuas Moraes (PT-MT)
Saraiva Felipe (PMDB-MG)
Sarney Filho (PV-MA)
Sergio Vidigal (PDT-ES)
Sibá Machado (PT-AC)
Silvio Costa (PSC-PE)
Simone Morgado (PMDB-PA)
Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
Tadeu Alencar (PSB-PE)
Tenente Lúcio (PSB-MG)
Tereza Cristina (PSB-MS)
Toninho Wandscheer (PT-PR)
Uldurico Junior (PTC-BA)
Valadares Filho (PSB-SE)
Valmir Assunção (PT-BA)
Valmir Prascidelli (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Vicente Candido (PT-SP)
Vicentinho (PT-SP)
Wadih Damous (PT-RJ)
Wadson Ribeiro (PCdoB-MG)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Waldir Maranhão (PP-MA)
Washington Reis (PMDB-RJ)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Wolney Queiroz (PDT-PE)
Zé Carlos (PT-MA)
Zé Geraldo (PT-PA)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Zenaide Maia (PR-RN)
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
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INACREDITÁVEL
by liciomaciel
Leia o artigo no mujahdincucaracha.blogspot.com
COMENTO: o conteúdo desta postagem só ratifica a certeza de que a sociedade brasileira nunca teve preocupação para com seus militares. O desdém para com os Heróis da FEB iniciou coevo ao final da Segunda Guerra e se mantém até os dias atuais, quando não se vê nenhuma atitude por parte das autoridades em prol dos que dedicaram sua mocidade, saúde e até a vida em defesa da Democracia. É o mesmo menosprezo oferecido aos que livraram o Brasil, em 1935 e 1964, das garras do socialismo/comunismo. E será a mesma indiferença ofertada se por acaso as Forças Armadas atenderem o canto das sereias para, de novo, colocarem este país nos eixos.
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Pela jihad contra os corruptos, mal-humorados, mentirosos e outros maus caráteres em geral
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Livro Revela Descaso do Brasil com Militares Feridos na Segunda Guerra
por Marina Lemle
Episódio obscuro da história, a internação de cerca de 250 pacientes brasileiros em hospitais dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial vem à tona por meio do historiador Dennison de Oliveira, que acaba de lançar pela editora Juruá o livro Aliança Brasil-EUA – Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O capítulo “Pacientes brasileiros internados nos EUA” trata do que o autor considera uma das faces mais trágicas da documentação a que teve acesso nos Arquivos Nacionais dos EUA em Maryland. Negligenciados pelo governo do Brasil, os feridos de guerra brasileiros recebiam daquele país resgate e atenção médica.
Dennison de Oliveira em Maryland,
EUA
“Sabe-se que começa nesse momento uma das etapas mais importantes do processo de reintegração social do ex-combatente, que é sua recuperação e reabilitação motora e/ou sensorial. É lamentável que essa etapa tenha sido conduzida de forma tão inadequada e mesmo desrespeitosa para com aqueles que sacrificaram em prol da pátria sua saúde e felicidade no exercício do serviço militar em tempo de guerra”, afirma Oliveira. Em entrevista ao blog de HCS-Manguinhos, ele conta como foi o trabalho de pesquisa e o que descobriu.
- Sabe-se quantos brasileiros foram levados para tratamento nos EUA na Segunda Guerra?
Amputado não identificado da
FEB.
Acervo do OCIAA, NARA II,
Maryland, EUA.
O que dispomos, ainda hoje, são estimativas. Numa anotação rascunhada, anexa à História da Força Expedicionária Brasileira que o comando do Exército dos EUA no Brasil redigiu ao final da guerra, lê-se que teriam sido 776 os pacientes brasileiros evacuados da Itália para o Brasil, dos quais “pequeno número” teria antes passado por hospitais militares dos Estados Unidos. Com base nas pesquisas que realizei nos Arquivos Nacionais estadunidenses em setembro de 2014, estimo que cerca de 250 pacientes brasileiros foram internados em diferentes hospitais mantidos pelas forças armadas dos EUA naquele país durante a Segunda Guerra Mundial.
- Onde eles foram resgatados?
Uma vez removidos dos hospitais militares por toda frente de batalha da Campanha da Itália, seguiam para o porto de Nápoles. De lá eram embarcados em navios-hospitais até os EUA, onde eram internados em três diferentes hospitais militares, especializados respectivamente em doenças psiquiátricas, fraturas e amputações.
- Por que foram levados para os EUA e não para o Brasil?
Os pacientes removidos para os EUA eram os casos mais sérios que demandavam tratamento especializado, àquela época não disponível no Brasil. Os termos e condições que deveriam presidir a escolha dos pacientes a serem removidos para os EUA, a maneira pela qual seriam tratados, quando e de que forma deveriam ser repatriados jamais foram formalmente acordadas entre as autoridades do Brasil e dos EUA. Estas questões de importância fundamental para a saúde, o futuro e a felicidade dos veteranos de guerra brasileiros deveriam ter sido formalizadas numa resolução a ser emitida pela Comissão Conjunta de Defesa Brasil-EUA, com sede em Washington. Esta comissão e sua congênere no Brasil, a Comissão Militar Conjunta Brasil-EUA, com sede no Rio de Janeiro, foram tema de meu projeto de pesquisa de pós-doutorado, que motivou viagem de estudos aos EUA. No decorrer da pesquisa ficou claro que jamais foi assinado tal acordo, dando, na prática, carta branca às autoridades militares dos EUA para decidirem a respeito do destino dos pacientes brasileiros, incluindo se deveriam ou não seguir para tratamento naquele país. Em contraste, já em 1942 as autoridades militares dos EUA formalizaram, através de uma resolução baixada pela comissão em Washington, a forma pela qual funcionariam as enfermarias e hospitais de campanha que haviam instalado em cidades brasileiras como Natal, Belém e Recife. Esses estabelecimentos médicos destinavam-se a atender feridos e doentes estadunidenses, tanto oriundos do pessoal militar que trabalhava nas bases aéreas e navais mantidas pelos EUA no Brasil, quanto das tripulações de aeronaves que faziam a ponte aérea com a África, uma ligação de importância vital para a logística dos países Aliados então em luta contra as potências do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial.
- Qual foi a postura das autoridades brasileiras em relação aos pacientes internados nos EUA?
Ferido da FEB não identificado.
Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
A lista de irresponsabilidades, descasos e omissões é tão grande que seria mais fácil falar o que o Brasil fez pelos seus ex-combatentes internados em hospitais dos EUA: quase nada. Veteranos de guerra de ambos os sexos (combatentes e enfermeiras) demandando internamento hospitalar começaram a chegar aos EUA no final de 1944 pegando de surpresa os membros brasileiros da comissão em Washington que, inicialmente, nada podiam fazer por eles. Todos os pacientes careciam de roupas íntimas, uniformes, intérpretes, médicos e enfermeiras brasileiros, próteses e membros artificiais permanentes e soldos para pagarem pequenas despesas.
Com muito custo e depois de um tempo considerável conseguiu-se do Ministério da Guerra no Brasil o atendimento, tardio e parcial, de algumas dessas demandas. A demora em enviar uniformes do Brasil para os internos em hospitais dos EUA significou que eles passariam todo o tempo vestindo pijamas. Isso os impedia de sair do hospital para participar dos passeios e visitas a locais de lazer que lhes eram oferecidos pela Cruz Vermelha estadunidense e certamente os expunha a sentimentos como vexame e tédio, além de ser fonte de ressentimento.
Também jamais foram-lhes enviadas as medalhas por terem se ferido em combate ou se distinguido em ações de guerra, e nem mesmo os distintivos nacionais que teriam sido importantes para elevar seu moral. Os poucos membros brasileiros da comissão conjunta em Washington se esforçavam em visitar seus compatriotas internados, mas parece claro que sua atuação como intérpretes foi claramente insuficiente. Só a muito custo se conseguiu o envio do Brasil de médicos para fazer a triagem de pacientes para os hospitais dos EUA e para acompanhá-los de volta ao Brasil. As enfermeiras jamais foram enviadas, apesar dos repetidos protestos contra a má atuação dos enfermeiros brasileiros no trato com os internados. A situação nesse aspecto era tão ruim que a enfermeira Heloisa Villar, internada num hospital dos EUA para se recuperar de doença adquirida em campanha, resolveu voluntariamente permanecer nos EUA para ajudar a atender os pacientes brasileiros após receber alta.
Das 72 “enfermeiras” enviadas pela FEB, apenas cinco tinham formação na área.
Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
A questão dos soldos também foi fonte de problemas, sendo pagos tardiamente, impedindo durante muito tempo os pacientes de realizarem pequenas despesas do seu interesse. Nesse aspecto quem mais sofreu foram os subtenentes brasileiros. Deles eram cobradas diárias nos navios hospitais dos EUA com se fossem oficiais, prática adotada na hierarquia militar dos EUA. Contudo, de acordo com a hierarquia brasileira, eles deveriam receber vencimentos correspondentes aos soldos pagos aos praças, o que certamente representou mais uma fonte de conflito para as autoridades militares do Brasil resolverem nos EUA.
Mas nada se compara à angústia pela qual passaram os mutilados de guerra, que dependiam de próteses e membros artificiais para suas atividades diárias. Não havia garantias de que o governo brasileiro iria pagar por isso quando deixassem os hospitais dos EUA de volta ao Brasil.A própria volta ao Brasil não foi garantida pelo governo Vargas. Muitos meses após o fim da Segunda Guerra Mundial ainda haviam dezenas de pacientes brasileiros obrigados a viver como exilados em hospitais dos EUA, face à indiferença do governo para com o seu destino. Foi somente apelando por carta diretamente à filha de Vargas que os últimos sessenta internos brasileiros conseguiram afinal voltar à pátria em fins de 1945.
- Como os EUA lidaram com a situação?
Na ausência de qualquer acordo formal, as autoridades estadunidenses se esforçaram em oferecer aos pacientes brasileiros rigorosamente o mesmo tratamento que dedicavam aos seus próprios internados.
Aliás, se não fosse pela atenção e cuidado que dedicaram aos brasileiros, provavelmente todos eles teriam morrido de frio. É um alívio, mas também um constrangimento, constatar na documentação pesquisada o cuidado que as autoridades dos EUA no Recife dedicaram aos enfermeiros brasileiros em trânsito para hospitais daquele país. Percebendo que os uniformes brasileiros eram claramente insuficientes para suportar o inverno em Nova York, se apressaram em retirar dos seus próprios estoques as roupas e agasalhos que foram fornecidos ao pessoal médico. Como resultado,médicos, enfermeiros e pacientes brasileiros nos EUA ficaram a maior parte do tempo usando fardamentos do exército norte-americano, o que certamente foi mais uma fonte de vexames e conflitos para todos eles.
Autoridades de Washington comunicavam aos seus colegas brasileiros as necessidades dos compatriotas feridos e doentes em diversos hospitais dos EUA. Estes, por sua vez, apelavam ao Ministério da Guerra para verem atendidas pelo menos as necessidades mais essenciais dos internados, obtendo nessa missão sucesso apenas relativo. Não cabe dúvida sobre nossa dívida de gratidão para com as autoridades dos EUA nessa questão. Se tivessem se mostrado indiferentes, nossos doentes e feridos de guerra teriam sofrido ainda mais, de forma cruel e desnecessária.
Jipe da FEB transportando feridos em combate para o hospital. Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
- Qual a importância desse episódio no contexto do livro?
O que se pode concluir das evidências colhidas pela pesquisa que deu origem a esse livro é que o entendimento da história dos veteranos e veteranas de guerra da FEB em seu processo de reinserção social começa no tratamento que receberam nos hospitais militares estadunidenses durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Do grau de sucesso desse tratamento é que se entende o maior ou menor êxito do processo de reintegração social desses ex-combatentes na vida civil no pós-guerra. Esse episódio tem também muito a nos ensinar sobre a história das relações internacionais militares do Exército Brasileiro. É de se esperar que, no futuro, mais eventos, episódios e personagens envolvidos com o tema se tornem objeto de pesquisa dos historiadores.
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Dennison de Oliveira também publicou
pela Editora Juruá os livros
“Os Soldados Brasileiros de Hitler” (2008),
“Os soldados alemães de Vargas” (2008),
“O Tunel do Tempo: um estudo de História e Audiovisual” (2010) e
“História e Audiovisual no Brasil do Século XXI” (2011).
Fonte: Blog de HCS-Manguinhos
Fotos: Acervo do OCIAA / National Archives and Records Administration II
Colaborou: André Felipe Cândido da Silva
Textos correlatos:
- Cytrynowicz, Roney. A serviço da pátria: a mobilização das enfermeiras no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. HCS-Manguinhos, Jun 2000, vol.7, nº 1
- Campos, André Luiz Vieira de. Combatendo nazistas e mosquitos: militares norte-americanos no Nordeste brasileiro (1941-45). HCS-Manguinhos, Fev 1999, vol.5, nº 3
- Campos, André Luiz Vieira de. Olhares sobre a Segunda Guerra Mundial no Brasil. HCS-Manguinhos, Dez 2001, vol.8, nº 3
COMENTO: o conteúdo desta postagem só ratifica a certeza de que a sociedade brasileira nunca teve preocupação para com seus militares. O desdém para com os Heróis da FEB iniciou coevo ao final da Segunda Guerra e se mantém até os dias atuais, quando não se vê nenhuma atitude por parte das autoridades em prol dos que dedicaram sua mocidade, saúde e até a vida em defesa da Democracia. É o mesmo menosprezo oferecido aos que livraram o Brasil, em 1935 e 1964, das garras do socialismo/comunismo. E será a mesma indiferença ofertada se por acaso as Forças Armadas atenderem o canto das sereias para, de novo, colocarem este país nos eixos.
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Marcadores: Brasil, cidadania, ditadura, Documentos sigilosos, EB, etica, EUA, falta de vergonha, Forças Armadas, imprensa, militares, patriotismo, política, propaganda Postado por G.M. Ferraz às 00:00 
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“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”
- O comunismo, princípio de empobrecimento
7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»
PAPA LEÃO XIII
15 de Maio de 1891
Fico imaginando como deve ser louvor dos anjos!! Assista e veja o porque!
Posted by Ronaldo Nunes de Lima on Segunda, 24 de junho de 2013
Este vídeo é a minha singela homenagem ao policial Civil do Distrito Federal, Carlos Eugênio Silva, conhecido como Dentinho, morto em um acidente nos EUA.Aproveito para agradecer o Governo e a Polícia Americana pelo exemplo de tratamento e honrarias dispensados a um policial morto. Espero muito que o Governo Brasileiro se espelhe neles e trate esse nosso guerreiro com o devido respeito e admiração em solo Brasileiro.Temos que aprender a reverenciar principalmente o velório de quem põe a vida em risco por nós e por nossos familiares, não apenas as celebridades da TV.
Posted by Marcos Do Val on Quinta, 9 de julho de 2015






















