quarta-feira, 24 de junho de 2015

[Novo post] Sobre a declaração do Papa e a crítica sobre “cristãos que produzem armas”




lucianohenrique publicou: " Acabei deixando passar batido esse comentário, que deveria ter sido feito há uns 2 ou 3 dias. O caso é que no último domingo, o Papa Francisco disse que pessoas que fabricam armas ou investem na indústria de armamentos estão sendo hipócritas se chamare" 



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Sobre a declaração do Papa e a crítica sobre “cristãos que produzem armas”






Acabei deixando passar batido esse comentário, que deveria ter sido feito há uns 2 ou 3 dias.

O caso é que no último domingo, o Papa Francisco disse que pessoas que fabricam armas ou investem na indústria de armamentos estão sendo hipócritas se chamarem a si próprias de cristãs. A princípio pode parecer que um ateu não deveria se incomodar com isso, mas o problema é que o Ocidente é majoritariamente cristão. E seria um problema se começassem a dar atenção a esse discurso.

Como ele não pode falar de outras religiões que não a dele, e nem de seculares, temos que entender que as orientações do Papa valem para... os cristãos. Bem, melhor seria se ele se dirigisse aos católicos, que não representam todos os cristãos, pois há uma grande proporção de evangélicos e outras denominações.

Seja como for, a título de argumento, aceitemos que o Papa falou "dos cristãos".

Disse ele: "Se confiarem apenas nos homens, terão perdido". A consultoria papal sobre segurança nacional teve mais esta pérola: "Isso me faz pensar em... pessoas, gestores e empresários que se dizem cristãos e fabricam armas. Isso leva a um tanto de desconfiança, não é?".

Em seguida, ele lembrou a tragédia do Holocausto. Porém, se os cristãos tivessem seguido as ordens do Papa, não teriam armas para tirar Hitler do poder. Lembre-se que, para o Para produzir armas é coisa de quem "não pode ser cristão".

Será que teremos alguma encíclica para excomungar todos os que lutaram contra Hitler? Seria no mínimo uma inovação.

Lá pelas tantas, surge uma bela contradição: "As grandes potências tinham fotos dos trilhos que levavam os trens até campos de concentração como Auschwitz para matar judeus, cristãos, homossexuais, todo mundo. Por que não bombardearam (os trilhos)?"

Ué, Papa, como iriam bombardear os trilhos senão com armas? Será que usariam garrafas de Coca Cola com balas de menta?

Está cada vez mais difícil ser tolerante às asneiras de Francisco.















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7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»