.
MAIS LIDAS
No livro 'Uma Ovelha Negra no Poder', o ex-presidente uruguaio diz que Lula confessou que teve de "lidar com muitas coisas imorais" e que "esta era a única maneira de governar o Brasil"
Por: Laryssa Borges, de Brasília03/06/2015 às 11:56 - Atualizado em 03/06/2015 às 12:25
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Google+Enviar por e-mailVer comentários (0)

- O ex-presidente Lula cumprimenta o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, durante encontro no Itamaraty em 2010(José Cruz/Agência Brasil)
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quarta-feira convite para que o ex-presidente do Uruguai José Mujica dê detalhes sobre a confissão feita pelo ex-presidente Lula de que teve de "lidar com muitas coisas imorais e chantagens" durante o primeiro mandato de seu governo. A fala do petista seria a admissão de como o governo se envolveu no escândalo do mensalão. Em votação simbólica também foi aprovado pedido para que o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori explique o caso. Por serem convites, nenhum dos dois políticos do Uruguai têm obrigação de comparecer à comissão.
LEIA MAIS:
A confissão do ex-presidente Lula sobre o esquema do mensalão, o maior esquema de corrupção do primeiro mandato petista e que acabou levando a cúpula do PT para a cadeia, aparece no livro Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrito pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica. Na publicação, o ex-presidente do Uruguai relata que, em 2010, ao conversarem sobre o escândalo do mensalão, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era "a única forma de governar o Brasil".
"Lula não é um corrupto como [Fernando] Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse Mujica no livro, "mas viveu esse episódio [do mensalão] com angústia e um pouco de culpa". O ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também teria presenciado a declaração do petista e, por isso, o nome dele foi incluído no requerimento aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Relações Exteriores.
"Já que o ex-presidente é um grande defensor da ética, da moralidade e diz que político algum pode se envolver com dinheiro porque seria a deformação do quadro político, quero saber se essa análise dele exclui o presidente Lula e o PT", disse o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), autor do requerimento para ouvir o ex-presidente do Uruguai. No início de maio, porém, José Mujica disse que não viria ao Brasil dar explicações sobre a confissão de Lula, mesmo que o Senado aprovasse o convite para que ele depusesse.TAGs: Lula Mensalão Corrupção Senado Federal José Mujica Uruguai PT
Recomendados para você
Pela Web
Comentários
Augusto Cesar Ribeiro Vieira
Enviar
Li e concordo com ostermos de uso
Edição 24283 de junho de 2015O fim de uma era no futebolA prisão de megacartolas da Fifa na Suíça é o começo de uma revolução de transparênciaÍNDICEASSINE VEJA
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados



Estupro na van: para mãe de Jonathan, crime foi “uma monstruosidade”
Jovem que estuprou mulher em ônibus volta a ser detido por violência sexual
Empreiteiras querem levar Lula e Dilma à roda da Justiça
Lula, enfim, depõe à Polícia Federal sobre o mensalão
PF investiga líder de manifestação contra Dilma
Marta é condenada e tem direitos políticos suspensos
PatrocinadoSaiba como ficar rico com dividendos(Empiricus)
PatrocinadoCrises Sempre Criam Oportunidades para Investir. Veja as Melhores Aqui(Empiricus Research)
PatrocinadoCinema e Audiovisual: a nova graduação da ESPM Rio.(ESPM - Hypeness)
PatrocinadoOs nossos 5 erros mais embaraçosos em idiomas estrangeiros(Babbel)
Patrocinado10 truques para aprender qualquer idioma(Babbel)
Patrocinado5 Dicas sobre Substituição Tributária(IOB Simulador Tributário)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»