sexta-feira, 19 de junho de 2015

Representante do governo da Venezuela chama senadores brasileiros de covardes












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Representante do governo da Venezuela chama senadores brasileiros de covardes

O chavista Tarek Saab, que veio ao Brasil a convite do PT para defender o governo de Nicolás Maduro, usou o espaço que ganhou na Comissão de Direitos Humanos do Senado para atacar os parlamentares brasileiros

Por: Leonardo Coutinho08/05/2015 às 00:13 - Atualizado em 08/05/2015 às 00:35
  • O venezuelano Saab, na audiência em que afrontou o Senado Federal: "covardes" e "antiéticos"(Jefferson Rudy/Ag. Senado)

A Comissão de Direitos Humanos do Senado serviu, nesta quinta-feira, de palanque para as ofensas de um funcionário de um governo estrangeiro contra o Poder Legislativo brasileiro. Convidado pelo senador petista Lindberg Farias para fazer propaganda do governo de Nicolás Maduro, o chavista Tarek Willian Saab, que tem o cargo de "defensor do povo" na Venezuela, ofendeu os parlamentares brasileiros chamando-os de covardes e antidemocráticos.

Saab queixou-se de um voto de censura ao governo da Venezuela aprovado nesta terça feira, dia 5, pelo Plenário do Senado. A moção condena as prisões políticas realizadas contra líderes políticos críticos ao governo chavista. Segundo Saab, "quem fala de democracia tem que demonstrar".

A provocação veio acompanhada de uma série de ofensas contra os senadores. "Fizeram um voto contra a Venezuela. E não ouviram o representante do Estado Venezuelano, que sou eu. Alguns poderiam qualificar essa atitude de covarde, mas eu qualificaria como antidemocrática e contra os direitos humanos", disse o venezuelano. Ele também acusou os senadores brasileiros de se apropriarem de uma questão externa para fazer uso político em disputas domésticas. "Isso é no mínimo antiético", disse Saab.

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O chavista veio ao país em uma contraofensiva à visita de Lilian Tintori, mulher do ex-prefeito de Chacao Leopoldo López, e Mitzy Capriles, esposa do prefeito de Caracas Antonio Ledezma, que vieram ao Brasil como parte de uma série de viagens em busca de apoio internacional pela libertação de seus maridos, que seguem presos sem julgamento por fazerem oposição ao governo de Maduro.

Com o apoio de parlamentares do PT e PSOL, Saab esperava ofuscar a passagem das venezuelanas pelo Brasil, mas a sua fala no Congresso foi um fiasco. Apenas uma claque de militantes assistiu à sessão. Isso explica porque nenhum dos senadores presentes indignou-se contra a afronta. "Infelizmente esta audiência foi esvaziada", lamentou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Para um embaixador brasileiro, Saab afrontou o Congresso e não pode ficar sem uma resposta ofical. "No mínimo, o Senado Federal deve aprovar uma outra moção de repúdio", diz o diplomata. "Essa fala do Saad é reveladora e mostra como o governo chavista lida com as instituições".

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7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»