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O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, recebeu ontem, 7, na sede da instituição, em Brasília (DF), o líder do Movimento Sem Terra (MST), o economista João Pedro Stedile, e o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSC), Rubens Nodari. Na ocasião, os representantes dos movimentos sociais e cientistas entregaram ao secretário cópia de uma carta enviada ao papa Francisco, no mês de abril.
O texto trata da temática dos transgênicos e seus impactos sobre as populações rurais e urbanas. O material, organizado pela Via Campesina, contou com a participação de oito cientistas e especialistas de seis países, que estudam o assunto por décadas e que se posicionam contra o uso dos transgênicos.
Na carta, é pedido o apoio de Francisco neste debate. “Acreditamos que seria de enorme transcendência e de grande valor para todos que Vossa Santidade se expresse criticamente sobre os transgênicos e em apoio à agricultura camponesa, o que seria uma importante ajuda para salvar os povos e o planeta da ameaça que significa o controle da vida por parte de empresas que monopolizam as sementes, chave de toda rede alimentar”, diz o texto.
Dom Leonardo disse que o papa está aberto a novas discussões e tem se dedicado a ouvir e acolher os diferentes posicionamentos sobre questões diversas, principalmente se voltadas aos valores éticos e humanos. O secretário recordou, ainda, do interesse de Francisco nos debates em favor da vida e do pobre. “Ele é uma pessoa que tem posições e tem destacado que a economia não pode se sobrepor à pessoa humana", afirmou.
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7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»