segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

'O BOM LADRÃO' - Rachel Sheherazade 24/02/14

(137) Canal da Direita



2 comentários:

  1. #MENSALÃO - Nessa história de vilões,
    Jefferson foi o anti-herói que após se vender por quatro milhões de moedas, denunciou um dos maiores esquemas de corrupção flagrados no Brasil.

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  2. Que ninguém se iluda: não há mocinhos na história do Mensalão. Todos pecaram: o que chefiava a quadrilha, o que assinava os cheques, o que comprava políticos e os que se vendiam, como Roberto Jefferson.

    Mas, ao contrário dos "colegas de cruz", ele não se fez de vítima, não usou a doença como escudo, nem acusou o Supremo de julgamento político.

    Numa tosca alusão à crucificação de Jesus, o petebista seria o bom ladrão, aquele que diante da condenação, reconhece seus erros e aceita sua pena como consequência dos delitos que praticou.

    Nessa história de vilões, Jefferson foi o anti-herói que após se vender por quatro milhões de moedas, denunciou um dos maiores esquemas de corrupção flagrados no Brasil.

    Não fosse sua coragem (ou seu destempero!), a quadrilha mensaleira continuaria agindo impune até hoje: assaltando os cofres públicos para comprar apoio político.

    Além de sete anos de prisão, o delator do mensalão merecia uma medalha! Sim, uma medalha: de honra ao mérito - pelos bons serviços prestados ao Brasil.

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7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
CARTA ENCÍCLICA «RERUM NOVARUM»